5 perguntas poderosas do seu dia a dia para lidar com desafios emocionais!

A toda a hora sentimos emoções, experienciamos sensações e alteramos o nosso estado ao mais pequeno estímulo. É extremamente comum estarmos a sentir-nos bem e de repente, o telefone tocar com uma notícia desagradável, alguém nos dizer algo menos simpático, apanhar trânsito na estrada, ou até mesmo começar a antecipar um conjunto de problemas e em menos de um minuto tudo muda. Biologicamente esta alteração faz todo o sentido e é instintiva mas mentalmente às vezes ainda nos irrita mais pois parece que estamos fora do controlo e que nada podemos fazer para mudar isso. Contudo, numa abordagem baseada na psicologia e programação mental é possível com a utilização das perguntas certas obtermos melhores respostas emocionais aos estímulos externos, quer saber como?

Imagine que alguém diz que o seu trabalho não presta e que começa a sentir-se mal com isso; ou que começa a desconfiar do seu companheiro por chegar tarde e sente ciúme e medo de o perder; ou que as contas para pagar acumulam e a ansiedade aumenta pois não sabe quando vai ter dinheiro…Enfim pense numa situação qualquer que lhe induza pensamento negativo e responsa às seguintes perguntas:

  1. O que especificamente me está a causar esta emoção negativa? (descrever os factos – aqui não vale dizer eu acho que, parece-me que, ouvi dizer que, sinto que. Aqui deve cingir-se aos factos. Devo responder a esta pergunta com “o meu chefe está sempre a dizer que o meu trabalho não presta ou o ultimo relatório que fiz devia ter 2 páginas e eu fiz em 3 e o meu chefe alertou-me para a necessidade de corrigir isso”. Se tiver dúvidas na resposta a esta pergunta, esclareça antes de continuar.)
  2. Em que é que estou focado neste momento? (estou focado no problema ou numa possível solução; estou focado na minha incapacidade, nos exemplos negativos do passado, ou na possibilidade e na capacidade dos meus recursos. Será melhor pensar “eu estou cheia disto, nunca vou conseguir corresponder ao que esperam de mim e nunca me vão dar valor, ou o que posso fazer diferente numa próxima vez, será que alguém me pode ajudar, estarei a dar o meu melhor”)
  3. Que tipo de pensamentos internos estou a ter em relação ao estímulo? (o nosso pensamento dita a realidade, podemos ter pensamentos saudáveis ou destrutivos, aquela vozinha interior que ás vezes aparece pode ser educada para jogar a nosso favor, será melhor dizer “lá está ele a desvalorizar o meu trabalho outra vez ou ainda bem que me avisam sobre o que posso melhorar”)
  4. De que forma me gostaria de sentir neste momento para lidar melhor com esta situação? (é muito difícil lidarmos com uma situação em estado negativo, o ideal é fazer uma pausa e quebrar o estado em que está mas simultaneamente começar a escolher o estado em que quer estar. No fundo é pensar na resposta para o que quero sentir ao invés disto?) A esta altura deve estar a dizer…pois mas como é que eu faço isso…eu até sei como me quero sentir mas na prática isso não é fácil. E não é mesmo, mas como tudo na vida com treino e a orientação certa do nosso pensamento é possível a curto prazo “dominar” o processo. Costumo fazer esta abordagem com a maior parte dos meus clientes e em 2 ou 3 sessões as evidências da mudança são significativas e os exemplos muito ricos. Então a pergunta nº 5 não é uma mas um conjunto delas:
  5. Em que posso pensar agora para me sentir melhor? (já pensou que quando quer sentir-se feliz pensar no que a faz feliz ajuda?)

O que posso fazer agora para alterar o meu estado emocional? (sabia que algo tão simples como espreguiçar, sacudir, dar saltinhos, dar uma volta ao quarteirão ativa de imediato uma reação física e alteração de estado?)

O que posso aprender com esta situação para no futuro fazer melhor e/ que soluções posso ter para que esta situação não se repita?

Curiosamente tenho um caderno onde listo os meus erros e fracassos e á frente coloco a aprendizagem que essas situações me deram. Cheguei á conclusão que enquanto não aprendermos e integrarmos essas aprendizagens vamos repetir os erros, mas percebi também que mesmo que aprenda vai continuar a cometer outros erros novos, sendo que neste processo de evolução emocional vai começar a lidar cada vez melhor com eles.

Boas perguntas, bom treino e boa semana!

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