O papel de vítima fica-me mal….

Li um artigo esta semana com um qual me identifiquei. É muito fácil acharmos que perdemos o controlo nas nossas vidas e começarmos a “usar o papel de vítimas”. É muito fácil termos desafios, obstáculos, imprevistos que ativem a nossa faceta de vitimas mas já pensou que a única coisa que conseguimos ao faze-lo, é perder o controlo e a responsabilidade (capacidade de dar resposta e encontrar soluções)? 

Assumir responsabilidade é acima de tudo ver-se livre de todas as ações, pensamentos e verbalizações que não nos levam a lado nenhum. Esta semana fui confrontada com um desafio de saúde que implica uma paragem profissional da minha atividade. Sem querer perdi o controlo e acedi de forma inconsciente ao papel de vítima, e rapidamente percebi que nestas situações as pessoas dão nos “mimo e atenção”, por vezes até mais do que quando partilhamos uma mega conquista inspiradora. Chamei a este fenómeno – ilusão temporária de emoções positivas.

Para lerem esta semana, decidi deixar aqui algumas dicas para vos ajudar a “fugir do pensamento e vitima”, uso-as regularmente como prevenção e em situações mais específicas e

funcionam lindamente:

  1. Assume as rédeas da tua vida – quando começo a desorientar-me costumo fazer a seguinte pergunta: “quem controla os teus pensamentos, Núria?”, acho que a resposta é obvia certo, sou eu logo sou eu também a única pessoa capaz de controlar a minha vida, orientando os pensamentos para o que me serve (crenças positivas; soluções; foco no positivo; verbalizações alavancadoras, etc). Oriento sempre os meus pensamentos não por aquilo que sou mas sim para aquilo que quero ser.
  2. A sempre fiel e poderosa gratidão – gratidão é algo que tem estado permanentemente na minha vida, diariamente não me deito sem agradecer e apreciar as coisas boas do meu dia, as experiências de aprendizagem, as pessoas especiais, o que me divertiu e fez sorrir. Desta forma conecto-me todos os dias a energia positiva do meu presente, e impede de ser vítima pois só tenho a agradecer pelo que sou e pelo que tenho.
  3. A estratégia do perdão – perdoar é fazer as pazes com quem se é e com o presente, ou com terceiros quando é o caso, é uma das mais poderosas libertações emocionais, é perceber que libertamos algo ou alguém mas que na realidade nós é que deixamos de ser “prisioneiros” de uma emoção bloqueadora. O auto perdão é desafiante e doloroso mas tão possibilitador do amor-próprio que só pode valer a pena. Hoje decidi perdoar-me por alguns erros que ainda carregava, escrevendo uma carta de perdão a mim própria, e decidi queima-la acreditando que cada palavra consumida pelo fogo me deixou mais leve e liberta da carga e do peso.

Escreva também a sua carta, para si ou para alguém, queime-a ou envie-a mas permita-se libertar-se!!!!

“Nada é em vão tudo tem uma razão; e a razão que escolho dar a esta minha pausa imprevisível e prolongada é a de investir em mim e mimar-me e a de investir nos meus seguidores criando boas novidades para o meu regresso. Se tiveres alguma sugestão envia-me” (NM)

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